quinta-feira, 18 de agosto de 2016

10 razões para escolher a Missa Tradicional

Texto original postado e traduzido pelo Blog Forma Extraordinária do Rito Romano. 

Professor Peter Kwasniewski, um dos escritores mais interessantes e prolíficos de língua inglesa, ressaltou em um artigo publicado no site OnePeterFive, 10 razões que nos ajudarão a superar as dificuldades de assistir e participar na Missa Tradicional em nossa localidade ou em outros lugares onde se celebre (como a falta de Missa em um horário acessível para a família, longas distâncias, as tensões com a família ou amigos ou até mesmo com sacerdotes que desencorajam, ... etc.) e, em consequência a ter uma opção preferencial pela Missa na Forma Extraordinária ou Gregoriano e fazer verdadeiros sacrifícios para promover e reunir toda a família aos pés do altar de Deus domingo após domingo.
Graças à tradução da recomendada Paix Liturgica podemos oferecer este artigo aos nossos leitores, recomendando sua difusão.

1. Sereis como os santos
Se se toma em consideração que a Missa Tradicional celebrada até 1970 era, em essência, a de São Gregório Magno (codificada até o ano de 600), estamos falando de cerca de 1400 anos da vida da Igreja, ou seja, a maior parte da história dos seus santos. As orações, hinos, leituras que alimentaram sua fé são as mesmas que alimentam a nossa. É a Missa de São Tomás de Aquino, que compôs o Ofício da festa de Corpus Christi, é a Missa à que assistia São Luis Rei de França até três vezes por dia, é a missa que consumia São Felipe Neri em êxtases de tal modo que era necessário sustentá-lo, é a Missa que se celebrada clandestinamente na Inglaterra e Irlanda no tempo das perseguições, é a Missa que São Damião de Molokai rezava na capela construída com as mãos leprosas ...

2. O que é verdadeiro para nós o é ainda mais para nossos filhos.
A Liturgia Tradicional forma a mente e o coração de nossos filhos no louvor divino mediante o exercício das virtudes da humildade, a obediência e a adoração silenciosa. Enche seus sentidos e imaginação com os sinais e símbolos sagrados, com “cerimônias místicas” como as chamavam o Concílio de Trento. Os pedagogos sabem que as crianças são mais sensíveis às ilustrações visuais que aos longos discursos. A solenidade da Liturgia Tradicional abrirá às crianças catequizadas a transcendência e fará nascer em muitos meninos o desejo de servir no altar.

3. A Missa universal
A Liturgia Tradicional não só estabelece um vínculo de unidade temporal entre nossa geração e as que nos precederam, mas também um vínculo de unidade espacial entre todos os fiéis do globo terrestre. Antes da reforma litúrgica, era um grande consolo para os viajantes descobrir que apesar das culturas e dos climas, a Missa era sempre a mesma em todas as partes, a mesma que o sacerdote de sua paróquia celebrava. Era também a mais evidente confirmação da autêntica catolicidadede seu catolicismo. Que contraste com certas paróquias atuais onde a Missa muda de um sacerdote a outro, de um domingo para o outro...!

4. Sabemos a que devemos nos ater
Uma cerimônia centrada no Sacrifício de Nosso Senhor no calvário. O silêncio, antes, durante e depois. Somente meninos coroinhas. Só mãos consagradas para tocar o Corpo de Cristo. Nada de extravagâncias nos ornamentos ou na música. Em outras palavras, a única atividade que o homem, quando não se celebra de maneira inadequada, não pode desviar de seu único objeto: o louvor do verdadeiro Deus. O Padre Jonathan Robinson, do Oratório de São Filipe Neri, em seu livro The Mass and Modernity (Ignatius Press, 2005), escrito antes de que se familiarizasse com a Liturgia Tradicional, diz que a atração principal e perene do que ainda era o Rito Antigo reside em que oferece “uma referência transcendente”, ainda que seja mal celebrada.[1]  Enquanto que, na Missa Nova, nada garante “a centralidade do mistério pascal”.[2]

5. É o original
O Rito Romano Tradicional tem uma orientação teo-cristocêntrica evidente, manifestada tanto na posição ad Orientem do celebrante como nos ricos textos do Missal que destacam o mistério trinitário, a divindade de Nosso Senhor e Seu Sacrifício na Cruz. Como bem o documentou o professor Lauren Pristas,[3] as orações do novo Missal carecem de clareza na expressão do dogma e da ascese católica; em troca, as orações do antigo Missal não tem ambiguidade nem equívocos. Cada vez é maior o numero de católicos que percebem até que ponto o reforma litúrgica foi precipitada e de como conduz à confusão por causa de suas opções quase ilimitadas e de sua descontinuidade com os catorzes séculos anteriores de oração da Igreja.

6. Um santoral superior
Nos debates litúrgicos, uma grande parte dos intercâmbios se centra, como é lógico, na defesa ou critica das mudanças feitas no ordinário da Missa. Mas não se deve esquecer que uma das diferenças mais importantes introduzidas no Missa de 1970 é o calendário, começando pelo santoral. O calendário de 1962 é uma maravilhosa introdução à história da Igreja, em especial da Igreja Primitiva, hoje tão frequentemente esquecida. Está ordenado tão providencialmente que a sucessão de certas festas forma conjuntos que ilustram uma faceta particular da santidade. Por sua parte, os criadores do calendário reformado eliminaram ou degradaram 200 Santos, começando por São Valentin. São Cristovão, o patrono dos viajantes, desapareceu com a desculpa de que não  haveria existido, apesar das inumeráveis vidas que salva cotidianamente. Privilegiou-se de forma sistemática a ciência histórica moderna frente às tradições orais e da Igreja. Esta preferência científica faz pensar  nas seguintes palavras de Chesterton em sua obra Ortodoxia: “É muito fácil compreender por que uma legenda se considera e deve ser considerada com maior respeito histórica. A legenda é, geralmente, uma obra da maioria dos membros da aldeia, uma maioria de homens sãos de espírito. O livro, em geral, é escrito por um único homem louco da aldeia”.

7. Um temporal superior
O temporal também padeceu alterações. O ciclo litúrgico é muito mais rico no calendário de 1962. Cada domingo do ano tem seu conteúdo próprio, que constitui uma espécie de marcador para os fiéis graças ao qual podem medir, ano após ano, seu progresso ou retrocesso espiritual. O calendário tradicional observa antigas circunstancias recorrente, como as Quatros Têmporas ou as Rogações que manifestam, além de nossa gratidão para com o Criador, nossa submissão alegre ao ciclo natural das estações e das coisas [naturais]. O calendário tradicional não tem um “tempo ordinário [comum]”, expressão pouco feliz se se considera que depois da Encarnação já nada mais pode ser “comum”; entretanto, tem um tempo depois da Epifania e um tempo depois de Pentecostes, o qual prolonga o eco das ditas festas. Como a Natividade e a Páscoa, Pentecostes, festa no menor, tem sua oitava durante a qual a Igreja conta com tempo suficiente para renovar seu ardor sob o influxo do fogo celestial. Sem esquecer o tempo da Septuagésima que ajuda ao povo de Deus a passar com suavidade da alegria da Natividade à dor da Quaresma. Todos esses tesouros preciosamente conservados nos conectam com a Igreja dos primeiros séculos...

8. Uma melhor introdução à Bíblia
A opinião corrente pretende que um dos progressos principais do novo Ordo é seu ciclo trienal e as leituras mais numerosas que supostamente ajudam a um melhor conhecimento da Bíblia. Porém, com isto se ignora que se é certo que a nova disposição multiplicou as leituras também destruiu o vínculo que as unia no antigo Ordo e que constituía a trama da Missa domingo a domingo. Em matéria de leituras bíblicas, o Ordo tradicional responde a dos princípios admiráveis: em primeiro lugar, as passagens não são escolhidas por seu próprio interesse (com o fim de cobrir a maior extensão possível da Escritura), mas para iluminar a festividade particular celebrada; em segundo lugar, o acento, mais que em uma maior alfabetização bíblica dos fiéis, está posto na “mistagogia”. Em outras palavras, as leituras da Missa não foram escolhidas concebidas como curso bíblico dominical, mas como uma iniciação progressiva aos mistérios da fé através da Liturgia. Seu número mais limitado, sua concisão, sua pertinência litúrgica e sua repetição anual às convertem em um agente muito eficaz da formação espiritual e em uma perfeita reparação para o Sacrifício Eucarístico.

9. A devoção à Sagrada Eucaristia
Naturalmente, a Forma Ordinária poder ser celebrada com reverência e devoção e no momento da comunhão pode ocorrer que só os ministros ordenados a distribuam aos fiéis na boca. Entretanto, todos os domingos, na maioria das paróquias ordinárias, se recorre aos ministros extraordinários para a distribuição da Sagrada Comunhão aos fiéis presentes, os quais, na maioria das vezes, a tomam, mas que a recebem com a mão. Estas duas atitudes minam profundamente o sacrossanto respeito devido ao Santíssimo Sacramento e, por isso mesmo, mina a compreensão do mistério eucarístico. E mesmo quando alguém comunga na boca, pondo-se na fila do sacerdote em vez da fila do ministro extraordinário, corre-se o risco de aproximar-se de Jesus Hóstia com a alma distraída, atormentada ou inclusive indiferente, o que não é melhor. Momento de tão grande solenidade, tradicionalmente muito edificante para as crianças, a comunhão termina, deste modo, por converter-se em um momento de agitação e confusão. O esquecimento da presença real de Nosso Senhor na Sagrada Eucaristia desemboca inexoravelmente na “protestantização” de nossa relação com Deus. Enquanto que o indulto da comunhão na mão não seja abolido, a Liturgia Tradicional é a única via segura para preservar e alimentar nossa compreensão do mistério da presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo tanto na Sagrada Eucaristia como na Igreja e em nossas vidas de cristãos.
    
10. O mistério da Fé
Se tivéssemos de escolher somente uma razão que justificasse a preferência pela Forma Extraordinária, seria simplesmente que esta é a expressão mais perfeita do Mistério da fé. O que São Paulo chamava musterion e que a tradição latina designa com os termos mysterium sacramentum é tudo, menos um conceito marginal na Cristandade. A incrível revelação de Deus aos homens, ao longo de toda a história e em particular na pessoa de Cristo, é um mistério no sentido mais elevado do termo: é a revelação de uma realidade perfeitamente inteligível, mas sempre inesgotável, sempre luminosa, mas que provoca certa cegueira por causa de sua própria luminosidade. As cerimônias litúrgicas que nos põem em contato com Deus deveriam levar o selo  de sua essência misteriosa eterna e infinita. Por sua língua sagrada, seu ordenamento, sua música e a postura do sacerdote, a Forma Extraordinária do Rito Romano tem, sem dúvida alguma, esse selo. Ao favorecer o sentido do sagrado, a Missa Tradicional conserva intacto o Mistério da fé.[4]  
Texto original em espanhol aqui 


[1] Jonathan Robinson, a Massa and Modernidade, Ignatius Press, 2005, p. 307.
[2]  Ibid., p. 311.
[3] Coleta do Missal Romano: Um Estudo Comparativo dos domingos em épocas apropriadas antes e depois do Concílio Vaticano II, Londres, T & T Clark, 2013.
[4] Durante muitos séculos – e inclusive, segundo Santo Tomás de Aquino, desde os Apóstolos – o sacerdote disse Mysterium Fidei no momento da consagração do cálice.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Dom Rifan e IBP juntos, Deo Gratias


Dom Fernando Rifan, Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney celebrou hoje um Pontifical Solene na Igreja do Rosário em Belém/PA durante o Congresso Eucarístico Nacional. Na ocasião serviu como diácono o Padre Almir de Andrade, como Sub-diácono o Padre João Paulo Dantas e o  Padre Carlos Augusto como Presbítero-assistente, o coral ficou sob a regência do Padre Tomás Parra do Instituto do Bom Pastor. 

Nota do editor: Esperamos que cada vez mais o Instituto do Bom Pastor e a Administração Apostólica mantenham um clima de respeito mutuo e assim possa se difundir em toda terra de Santa Cruz a Liturgia Tradicional, como sabemos talvez devido a influencia da A.C Montfort, o IBP sempre manteve distância da Administração Apostólica. Esperamos ver mais imagens como estas abaixo, pois como disse disse o magno Papa Bento XVI em outras palavras no Summorum Pontificum é necessário que se possibilite uma reconciliação no seio da Igreja. 












Via: Missa Tridentina em Belém

domingo, 14 de agosto de 2016

1º ano de morte de Dom Livieres


 Hoje se completa 1 ano da Pascoa Eterna de Dom Rogelio Livieres, guardião da Tradição na América Latina, Mártir e confessor da Fé. Que do Céu ele interceda por seus filhos espirituais aqui na terra. 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Réquiem de um Seminarista de Palmares/PE


Missa e Sepultamento do Seminarista Maior Jonathan Leandro, da Diocese de Palmares. Na ocasião presidiu a cerimônia o Bispo Titular de Palmares Dom Henrique Soares da Costa, e concelebraram o Bispo Emérito de Palmares Dom Genival Saraiva (Atual Administrador Apostólico da Arquidiocese da Paraíba) e os Padres do Presbitério de Palmares. 










Imagens do Facebook de Dom Henrique Soares da Costa 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Missa Solene dia 14 no Recife

Com grande alegria anunciamos que no próximo dia 14/08/2016, haverá a primeira Missa Tridentina Solene em Recife, desde a reforma litúrgica de 1969.
A celebração será realizada pelo Mons. Edvaldo Bezerra, atual pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem, com o auxílio do Pe. José Luiz Zucchi do Instituto do Bom Pastor, e do Sem. Yuri Farias da Fraternidade Sacerdotal São Pedro.
Todos os fiéis da Arquidiocese de Olinda e Recife estão convidados a conhecer e assistir a tamanho patrimônio histórico e espiritual da Santa Igreja Católica.
Após a celebração o Padre José Luiz estará concedendo a bênção neossacerdotal.
Lembramos que os que receberem a bênção do neossacerdote lucram indulgência plenária nas condições de costume.

Informações com Missa Tridentina no Recife

terça-feira, 9 de agosto de 2016

II Congresso Montfort Nordeste


Presença de Padre José Luiz do IBP.


É com grande alegria que anunciamos o II Congresso Montfort Nordeste com o tema “A Igreja contra as Heresias”.

Não se ouve com tanta frequência a palavra heresia. Após o Concílio Vaticano II, de maneira paulatina, a condenação das teses heréticas foi relegada a segundo plano e tudo parece se resumir às doces palavras: “amor”, “compreensão”, “perdão”.

Ora, não se pode almejar a santidade e ser tolerante com teorias e crenças que afastam a alma de Deus. Não foram as heresias de Lutero que dividiram a cristandade de forma trágica e com consequências destrutivas? Não são as heresias que conduzem tantas pessoas ao erro e tentam perverter a religião?

A heresia é tema central e de importância capital para a formação dos católicos. É necessário estudo aprofundado da matéria e por isso propomos o II Congresso Montfort Nordeste com esse instigante assunto, que pervagará por searas como: Heresias nas correntes historiográficas; o curioso tema sobre as doutrinas gnósticas da criação do universo; as fontes heréticas do evolucionismo; as condenações papais do liberalismo e ecumenismo; os elementos heréticos na filosofia dos século XIX e XX ; o combate de São Pio X contra o Modernismo.

O Congresso será no dia 13/08, das 8:00h às 17:00h.
Local: Memorial de Medicina, rua Amauri de Medeiros, 206, Derby, Recife-PE.
Missa 19:00h
O valor das inscrições custa R$ 40,00 e será oferecido coffee break (manhã e tarde).

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

IBP: Mais 4 Ordenações para o Brasil

Embora a notícia seja de Junho, noticiamos agora. Com a graça de Deus as vocações Brasileiras no Instituto do Bom Pastor já somam 7 sacerdotes e 2 diáconos. O IBP foi fundado em 2006 com as bençãos de Bento XVI, concedendo-lhes permissão para manter todo patrimônio litúrgico e disciplinar tradicional conforme os livros litúrgicos anteriores a reforma de Paulo VI, além da autorização em seus estatutos para fazer uma crítica construtiva do Vaticano II.  No Brasil mantém missões em Brasília, São Paulo, Belém, Curitiba e outras cidades quando solicitados e com autorização dos Bispos locais. 
Missa Neo-sacerdotal do Padre José Zucchi em São Paulo/Brasil
Com grande alegria noticiamos que neste sábado, dia 25 de junho, Festa de São Guilherme Abade, ocorreu mais uma cerimônia de ordenação do Instituto Bom Pastorna Paróquia Saint-Éloi, na cidade de Bordeaux, França. Sua Excelência Revma. Dom François Bacqué, Núncio Apostólico e Arcebispo Titular de Gradisca, ordenou cinco novos sacerdotes e também cinco novos diáconos. Entre os sacerdotes, dois brasileiros: Padre José Luiz Zucchi, de São Paulo, e o Padre Thiago Bonifácio da Silva, de Belo Horizonte; também  foram ordenados sacerdotes um francês, Pe. Guillaume Touche, um chileno, Pe. Adolfo Hormazábal, e um polonês, Pe. Wojciech Pobudkowski. Entre os diáconos, também mais dois brasileiros – o Diác. Ivan Chudzik e o Diác. Marcos Vinicius Mattke, ambos do Paraná.
Louvemos e agradeçamos a Deus pela imensa bondade de não cessar jamais de conceder padres à sua Santa Igreja. Hoje, cinco padres, mais cinco padres que irão se dedicar à Missa Tradicional, exclusivamente. E, assim, continua crescendo o Instituto Bom Pastor, também por meio das vocações brasileiras, que já entregaram até agora, portanto, o total de sete padres para esse belo apostolado. 



Notícia retirada do Blog Missa Tridentina em Brasilia que noticia as celebrações da Capela de Nossa Senhora das Doras/IBP

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Catolicismo, Cerveja e Cigarro: União perfeita

DE MUITOS DEVE ser a dúvida pós-revolução "jujuba": o consumo do álcool e do tabaco é pecado? Resposta: Não. Muito obrigado, até a próxima!

Só isso? Sinceramente eu queria que sim, mas algumas coisas precisam ser trazidas à luz. Se olharmos para a história pós-descobrimento das Américas, veremos que já existiram muitas dúvidas sobre a postura pecaminosa diante de certos hábitos adquiridos com os povos estrangeiros. E uma das controvérsias foi sobre adivinhe o quê? Isso mesmo, o café!

Bento XVI comemorando seu aniversário

Sim, o hábito de ingerir café foi aprendido dos maometanos. Muitos clérigos achavam que o café era uma invenção satânica (diziam isso por causa dos efeitos da cafeína, sobretudo em excesso, no corpo humano). Diz a tradição que, após alguns sacerdotes italianos insistirem que o papa Clemente VIII proibisse o consumo de café, este provou a bebida e, logo após, disse: O café é tão bom que não podemos deixá-lo para Satanás!

Isso aconteceu na época de Clemente VIII com o café e, por uma infantilização da sociedade, acontece hoje com o tabaco e com o álcool. Evidentemente, já houve outras controvérsias sobre o uso do tabaco. Do que estou falando? Não, não é sobre o fumo, mas sobre mascar tabaco antes e durante a celebração da Santa Missa. Na época, as pessoas viviam mais o primeiro Mandamento: amar a Deus acima de tudo. Isto mesmo: a Deus. Por isso estavam preocupados com a Liturgia e queriam saber se mascar tabaco era considerado uma quebra do jejum eucarístico. – Ah, quem dera fosse essa a preocupação dos cristãos de hoje!
Bento XVI enquanto cardeal

 “Mas fumar provoca câncer e beber a embriaguez, além de que ambos os produtos viciam”, dirá algum leitor. Acalme-se, vamos arrumar essa expressão: ingerir tabaco e álcoolem excesso pode provocar o vício e outros tipos de males. Ora, nesse caso, trata-se de idolatria (já que não se consegue manter o controle do hábito e põe-se a criatura, no caso o tabaco ou o álcool, como fim último), mas, veja que interessante, os mesmos que condenam o uso do tabaco e do álcool são desmesurados em muitas outras coisas, inclusive no vício da insensibilidade.
São João XXIII fumando

“Virtus in medium est”, disse Aristóteles; “a virtude está no meio”. No meio de quê? No meio termo entre dois vícios: A intemperança (ou gula) e a insensibilidade. A intemperança se dá quando se abusa de algo por excesso; a insensibilidade, quando se “abusa” da falta de algo, que é quando se trata a criatura como intrinsecamente má. Ora, isso é resquício de gnosticismo, uma parte dessa heresia que é combatida pela Igreja desde a era apostólica, vide a controvérsia da carne (conf. ICor 8; At 10, 14-15). Como disse Chesterton, “nenhum animal nunca inventou nada tão mau quanto a embriaguez – ou tão bom como a bebida”.

Este grande jornalista inglês (que também era um inglês muito grande), Gilbert Keith Chesterton, proclamado pelo Papa Pio XI Defensor da Fé Católica post mortem, também já dizia que na Igreja Católica o trago, o cachimbo e a Cruz podem andar juntos.
A regra sadia nessa questão parece ser a mesma de muitas outras regras saudáveis – um paradoxo. Beba por estar feliz, mas nunca por se sentir extremamente infeliz. Nunca beba quando estiver infeliz por não ter uma bebida, ou irá parecer um triste alcoólatra caído na calçada. Mas beba quando, mesmo sem a bebida, estaria feliz, e isso o tornará parecido com um risonho camponês italiano. Nunca beba por precisar disso, pois tal ato racional é o caminho para a morte e o inferno. Mas beba por não precisar disso, pois beber irracionalmente é a antiga fonte de saúde do mundo.
Monges Trapistas fabricando Cerveja

“Mas faz mal”, dizem alguns. Reproduzo aqui ipsis litterisas palavras de Sávio Breno, integrante do grupo "Escolástica da Depressão", que, em minha opinião são fundamentais: Fazer mal à saúde por si só não é o suficiente para tornar uma conduta pecaminosa. Fosse assim, ninguém poderia comer hambúrguer, beber refrigerante, morar numa grande metrópole ou mesmo jejuar.... São as circunstâncias desse dano à própria saúde que podem ou não o tornar ilícito (vários textos de bons autores católicos na internet explicam essas circunstâncias mais detalhadamente). O problema das drogas, na verdade é outro: a alteração de consciência que elas causam. O cigarro não causa esse tipo de alteração (o álcool só causa quando em excesso), portanto, em circunstâncias normais, seu uso é moralmente neutro. Ou seja, quem quiser dar uma de hobbit e praticar a "arte" da erva-de-cachimbo, pode fazê-lo sem peso na consciência.

Um último argumento que acho necessário tratar aqui é um que ouvi incontáveis vezes ao tratar de tal assunto: “Mas eu já tive problemas com bebida e cigarro”. Minha resposta a esse tipo de contestação é sempre a mesma: “e daí?”. Muito rude? Talvez. O problema é que nessa simples fala ('eu já tive problemas com bebida e cigarro"), em se tratando de normas de conduta de diversas pessoas, está subentendido que a regra de conduta é baseada naqueleindivíduo, nas suas experiências, dificuldades, limitações e opiniões. Ora, se formos seguir por este caminho, teríamos que afirmar que não existe nem moral, nem Magistério e nem nada que seja exterior ao sujeito (filosoficamente, vou tratar deste assunto num outro artigo para o movimento'Somar Para Vencer', onde tratarei da relação entre Ideologia e Senso Comum). Em suma, tal fala que visa ser regra para as ações de outros seres humanos é uma fala soberba e cátara (porque pressupõe que aquele indivíduo é puro, e todos os demais devem ser como ele).

Termino indicando a leitura do artigo "A Igreja Católica e o Tabagismo: Uma revisão histórica", que explica muito bem o assunto de um ponto de vista histórico. Indico também o artigo "O trago, o fumo e a Cruz podem andar juntos", do qual copio descaradamente o último parágrafo. Sendo assim, caro irmão católico, deixe de ser tacanha e protestante, e pare de julgar seus irmãos que nada estão fazendo de mal; tome uma taça de vinho, relaxe, ria, seja uma pessoa simpática e de bom convívio. O tacanhismo causa muito mais males à alma e ao corpo do que uma garrafa de cerveja trapista ou um fornilho cheio de Dunhill965.

Via: O Fiel Católico

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Igreja Francesa estava em plena comunhão com Roma



A Polícia cumpre ordem judicial de desocupação da igreja de Santa Rita, enquanto o Padre Guillaume de Tanoüarn, do Instituto do Bom Pastor (IBP), celebrava a Santa Missa. O padre Jean-François Billot, também do IBP, foi agredido e retirado à força.
Segundo o Padre de Tanoüarn, em entrevista ao Le Figaro, “esta igreja foi construída em 1905 por um grupo de anglicanos que se diziam católicos, e que tinham por objetivo anunciar o fim do mundo entre os cristãos. Esse grupo espiritual, não tendo herdeiros, decidiu alugar essa igreja aos auto-proclamados galicanos, católicos dissidentes que não pagavam o aluguel. A associação [proprietária da igreja] então decidiu vender a um empreendedor. A comunidade católica, sentindo-se abandonada, pediu-me para vir celebrar a missa, o que fiz. No momento da expulsão, tínhamos duas missas cheias celebradas a cada domingo na igreja de Santa Rita”. O padre atendia aos fiéis na igreja de Santa Rita desde novembro do ano passado.
Segundo o sacerdote católico, um dos fundadores, em 2006, do Instituto do Bom Pastor, entidade de Direito Pontifício, não houve profanação das espécies sagradas. De acordo com De Tanoüarn, “a destruição programada da igreja de Santa Rita levanta a questão sobre todas as igrejas vazias na França. Elas devem ser reconhecidas como lugares sagrados e protegidas mesmo se elas não são ‘rentáveis'”.

Via Fratres In Unum e Jornal Le Figaro

Por favor parem de espalhar a mentira de que a igreja estava sendo usada por cismáticos e heréticos.