terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Dom Hélder ou os Santos?


Sempre na época de Carnaval aparecem nas redes sociais dos Católicos jujubas as famosas frases de Dom Hélder Câmara sobre a época de Carnaval, onde ele incentiva os seus fiéis a participarem dos festejos. Abaixo irei deixar o que Dom Hélder falou e o que os Santos da Igreja falaram a respeito do mesmo tema(Alguns a séculos antes), a decisão será sua, ou fica com Dom Hélder ou com os Santos da Igreja, os dois ao mesmo tempo é impossível. 

Dom Hélder Câmara: “Carnaval é a alegria popular. Direi mesmo, uma das raras alegrias que ainda sobram para a minha gente querida. Peca-se muito no carnaval? Não sei o que pesa mais diante de Deus: se excessos, aqui e ali, cometidos por foliões, ou farisaísmo e falta de caridade por parte de quem se julga melhor e mais santo por não brincar o carnaval. Estive recordando sambas e frevos, do disco do Baile da Saudade: ô jardineira por que estas tão triste? Mas o que foi que aconteceu….Tú és muito mais bonita que a camélia que morreu. BRINQUE MEU POVO POVO QUERIDO! MINHA GENTE QUERIDÍSSIMA. É VERDADE QUE QUARTA-FEIRA A LUTA RECOMEÇA. MAS, AO MENOS, SE PÔS UM POUCO DE SONHO NA REALIDADE DURA DA VIDA!”

Já os Santos da Igreja diziam: 

Santa Faustina Kowalska diz: “Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista” (Diário, 926).

Santa Margarida Maria Alacoque escreve: “Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-me, após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo, agora”? (Escritos Espirituais).

São Francisco de Sales dizia: “O carnaval: tempo de minhas dores e aflições”.  Naqueles dias, esse santo fazia o retiro espiritual para reparar as graves desordens e o procedimento licencioso de tantos cristãos.
O santo, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas, que se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente.

São Vicente Férrer dizia: “O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.

Servo de Deus João de Foligno dava ao carnaval o nome de: a “Colheita do diabo”.

Santa Catarina de Sena, referindo-se ao carnaval, exclamava entre soluços: “Oh! Que tempo diabólico!”.

São Carlos Borromeu jamais podia compreender como os cristãos podiam conservar este perniciosíssimo costume do paganismo.
Nos dias de Carnaval, o santo castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias.

Santa Teresa dos Andes escreve: “Nestes três dias de carnaval tivemos o Santíssimo exposto desde a uma, mais ou menos, até pouco antes das 6h. São dias de festa e ao mesmo tempo de tristeza. Podemos fazer tão pouco para reparar tanto pecado”...  (Carta 162).

Santo Afonso Maria de Ligório escreve:
“Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto, os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão, já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles o trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer e por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus. Nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes” (Meditações).
    Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender que é Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas.
É por isso que os santos, a fim de desagravarem o Senhor de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado.

Fontes de pesquisa: Blog Santos e Beatos Católicos e Rádio Teresina FM

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

42 novos Seminaristas para o Rio de Janeiro em 2017


O Seminário Propedêutico da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro iniciou o ano letivo com 42 novos Seminaristas. 

Via:  Comunicação da Arquidiocese 

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Desespero em dose dupla


"Os espíritos imundos de muitos possessos saíam, levantando grandes gritos" (Atos 8, 7). Nestes últimos meses ficou claro a forma como tanto Padre Zezinho e o Padre Joãozinho levaram a frente uma verdadeira Cruzada Virtual para tentar frear o chamado Conservadorismo Católico, são quase que diariamente textos saudosistas da era dourada da heresia da libertação, chamando os outros de "Fariseus" e até defendendo a profanação a Santíssima Virgem no Carnaval. 

Mas tudo isso não passa simplesmente de "Desespero", todos os dois sabem que o estilo em que foram formados está sendo exorcizado da Igreja a passos largos, e isso em grande parte graças aos efeitos do Pontificado de Bento XVI, que ainda continua a ter efeitos em nossos dias sombrios de ministério de Francisco. A única pergunta que nos resta fazer é: Até quando vão ficar esperneando? Seria mais fácil ir atrás das vocações jujubas e tentar mudar na quantidade, pois até agora só levaram surra. 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Dom Schneider ordenou 7 sub-diáconos da FSSP

O seminário da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro, que se encontra em Wigratzbad (Alemanha), está em festa. D. Athanasius Schneider conferiu as ordens menores a 16 seminaristas e ordenou 7 sub-diáconos de vários países: França, Brasil, Itália e Polónia.


Veja mais imagens: 








Via: Senza Pagare 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Visita Imperial a Santa Catarina


AGENDA DOS PRÍNCIPES

Entre os dias 9 e 11 de março, S.A.I.R. o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, estará no Estado de Santa Catarina, representando a Casa Imperial Brasileira nas comemorações do Sesquicentenário da Fundação da Colônia Imperial Príncipe Dom Pedro.

Fundada em 10 de março de 1867, por um grupo de 98 imigrantes estadunidenses liderados pelo inglês Dr. Barzillar Cottle, que havia sido nomeado pelo Imperador Dom Pedro II para formar uma colônia na confluência do Ribeirão Águas Claras com o Rio Itajaí Mirim, no território hoje equivalente aos Municípios de Botuverá, Vidal Ramos e Nova Trento. O assentamento foi nomeado em homenagem ao filho caçula do Imperador, o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Pedro de Bragança, falecido em 1847, com dois anos de idade incompletos.

Será esta uma grata oportunidade de congregar veteranos e jovens monarquistas de toda a região, difundido o ideal monarquista entre os habitantes locais, em uma série de eventos que irão evocar todo o prestígio e beleza dos tempos do Império, tudo coroado pela presença do atual Príncipe Imperial do Brasil, sobrinho-bisneto do Príncipe em homenagem ao qual a Colônia foi nomeada.

Ainda na semana que vem, divulgaremos o cronograma completo da estadia do Príncipe Imperial em Santa Catarina.

Via: Pró Monarquia - Casa Imperial do Brasil 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Graves combates doutrinais dentro da Igreja

O livro do cardeal Coccopalmerio é somente o último exemplo de como o ensino tradicional católico está sendo questionado
(Catholic Herald/InfoCatólica) 18/02/17 4:22 PM – Tradução de Airton Vieira – Há poucas semanas, o periódico jesuíta La Civiltà Cattolica publicou um desconcertante artigo sobre o sacerdócio feminino. Seus argumentos são já conhecidos: o autor, que é o editor adjunto Pe. Giancarlo Pani, perguntava aos leitores se o sacerdócio exclusivamente masculino poderia estar defasado. Segundo o Pe. Pani, «existe mal-estar entre os que não entendem como a exclusão das mulheres do sacerdócio da Igreja pode coexistir com a afirmação e valorização da dignidade e igualdade da mulher».

O que é desconcertante é que essas afirmações apareceram em um diário editado por um dos conselheiros mais próximos ao papa, o Pe. Antonio Spadaro; um diário muito próximo à Santa Sé –cada página é revisada pelo Vaticano–, que o papa elogiou recentemente. Isso aponta a que a Igreja, inclusive em seus mais altos níveis, está entrando agora em uma guerra civil em toda regra em matéria doutrinal. Ontem presenciamos um novo exemplo, quando a Rádio Vaticana promoveu um novo livro do Cardeal Francesco Coccopalmerio, presidente do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos.
O Cardeal Coccopalmerio sustenta que os divorciados recasados podem receber a Comunhão se têm desejo de mudar sua situação, ainda quando não se proponham viver como «irmão e irmã». Em alguns casos, indica o Cardeal, abster-se das relações sexuais pode ser «uma impossibilidade». Põe o exemplo de um homem abandonado por sua esposa. O homem começa a conviver com outra mulher, que lhe ajuda a criar os filhos. Se esta união se rompesse, o homem poderia cair em um «profundo desespero» e as crianças perderiam à figura materna. O Cardeal acrescenta que «abandonar esta união suporia, portanto, deixar de cumprir um dever moral ante pessoas inocentes». Se a continência «lhes causa dificuldades», devem continuar realizando o ato sexual para preservar a relação.
As consequências da teses do Cardeal Coccopalmerio parecem contrárias à doutrina da Igreja. Começando pela questão mais óbvia, ou seja, a opinião do Cardeal segundo a qual uma relação sexual adúltera é compatível com a recepção da Comunhão é frontalmente oposto ao ensino católico. Esta incompatibilidade tem sido ensinada pelo papa São João Paulo II em 1981, o papa Bento XVI em 2007 e a Congregação para a Doutrina da Fé em 1994, sem mencionar aos Papas São Inocêncio I, São Zacarias, São Nicolas I … Poderia seguir dando exemplos.
Agora bem, não é este o único problema que coloca o livro do Cardeal Coccopalmerio. Vejamos sua afirmação de que abster-se das relações sexuais pode ser uma «impossibilidade». É muito difícil conciliar esta afirmação com a declaração do Concílio de Trento, segundo a qual «se alguém diz que ainda para o homem justificado e constituído em graça os mandamentos de Deus são impossíveis de observar, seja anátema». Isto significa que Deus, nosso Pai amoroso, nunca deixará de oferecer-nos sua ajuda. Mas o Cardeal Coccopalmerio pensa que, em ocasiões, evitar o pecado pode ser inviável.
As conclusões do Cardeal sobre o caso de que a continência «cause dificuldades» parecem também duvidosas. São Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, condenou a ideia de que seja possível «fazer o mal para que venha o bem» (Rom 3, 8). A Igreja interpreta esta questão de forma muito estrita. Santo Tomás de Aquino, seguindo o magistério perene, disse que não é possível ter uma relação sexual adúltera nem sequer para salvar a todo um país da catástrofe. Mas o Cardeal Coccopalmerio pensa que está permitido manter uma relação sexual adúltera se a continência «causa dificuldades».
Quanto à Comunhão em si, é obvio que uma pessoa em adultério contínuo está em uma situação de alto risco de encontrar-se em pecado mortal. Só Deus o sabe, mas se uma pessoa está cometendo um pecado grave, enquanto «discerne» seu caminho em relação com os ensinos católicos, a possibilidade de que assim seja é muito elevada. Receber a Comunhão em pecado mortal é, segundo São João Vianney, santo patrono dos sacerdotes, o pior de todos os pecados, pior que crucificar a Cristo. Muitos divorciados e recasados não se aproximam à Comunhão precisamente para evitar cometer um pecado mortal. A colocação do Cardeal Coccopalmerio sugere que dito risco é, em alguns casos, insignificante demais como para constituir um obstáculo.
Por suposto, o Cardeal não diz nada disto de forma direta. Não diz: «penso que João Paulo II, Bento XVI e a tradição da Igreja estão equivocados. Creio que a lei moral pode ser em algumas ocasiões impossível de cumprir. Não tenho nenhum problema, a princípio, em fazer o mal para que venha o bem. E não penso que receber a Comunhão em pecado mortal seja um pecado tão terrível como para que seja necessário adotar precauções a respeito». Mas o mero fato de que não afirme estas coisas não serve de grande consolo.
A interpretação menos generosa consiste em que os erros em religião sempre tentam evitar a claridade. O Beato John Henry Newman assinalou que os arianos utilizavam «uma linguagem vaga e ambígua, que … parecia ter um sentido católico mas que, em seu desenvolvimento a logo prazo, resultava heterodoxa». A interpretação mais generosa é que o Cardeal não refletiu suficientemente suas palavras e que, se se dá conta do que implicam, se retratará.
O Cardeal Coccopalmerio é uma figura de primeiro nível no Vaticano: seu livro se publicou com um apoio evidente do Vaticano [na Livraria Editrice Vaticana] e sem oposição oficial. Suas opiniões são próximas às de outros muitos prelados (como os bispos de Malta e a maioria dos da Alemanha). Assim pois, já não cabe considerar –se alguma vez foi possível– que o debate em torno à Comunhão é uma disputa marginal entre «progressistas» e «conservadores». Tampouco pode entender-se em termos de se se prefere um pouco mais de misericórdia ou um pouco mais de justiça. Agora, simplesmente, é um debate sobre se o magistério da Igreja continua sendo válido. E isso significa que o debate não terminará por aqui.
Escrito por Dan Hitchen.
Fonte: Sensus Fidei

IMAGEM DA SEMANA: Dia de São Marun em São Paulo


Missa em comemoração ao Dia de São Marun e ao aniversário de 120 anos da Sociedade Maronita de Beneficência. Presidida por Dom Edgar Madi, com participação do cardeal Dom Odilo Scherer e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Dom Keller sobre a proposta de leigos celebrarem Missas

Interessante que aqueles, que há alguns anos atrás batalhavam para que a Igreja fosse menos "clericalizada", e por isso insistiram tanto nos chamados ministérios laicais, especialmente pautando suas idéias na não necessidade da Santa Missa, substituindo-a pelas então chamadas "celebrações da Palavra", que aconteciam e ainda acontecem em lugares onde os sacerdotes até podiam e podem celebrar a Santa Missa, agora, do nada, arvoram-se em defensores de que todas as Comunidades tem o direito à Santa Missa (o que de fato é uma verdade), oferecendo como solução o simplismo de ordenar como sacerdotes, a homens casados. A irresponsabilidade eclesial em relação à questão vocacional, agora cobra o seu preço. Ou alguém imaginava que o fato de não se dar prioridade absoluta à questão da vocação para o Ministério ordenado não traria consequências? Estamos colhendo o que semeamos, naturalmente salvo honrosas excessões. Ou será que Deus é mentiroso, e não chama mais ninguém para o Ministério ordenado? Ordenar sacerdotes a homens casados? Contar com um clero Diocesano "de segunda categoria"? Entregar à Igreja e às Comunidades padres com famílias, esposas, filhos, necessidades e riscos profissionais, limitações de tempo etc solucionará a falta numérica de padres? A meu ver o desafio tem outro direcionamento: uma Igreja que não gera vocações para o Ministério ordenado é uma Igreja imatura, incompleta. Ou nós, bispos e padres nos convertemos para a necessidade de uma autêntica promoção vocacional, com a consequente valorização do acompanhamento e da formação nos nossos Seminários, ou vamos continuar a oferecer soluções paliativas e inconsequentes. Aprendamos, por exemplo, das Comunidades ortodoxas e protestantes tradicionais, que abrigam a realidade da possibilidade de ministros casados. Vivem igualmente, naquelas realidades internas de grave secularismo, a mesma deficiência de pastores...


Via Facebook Oficial de Dom Carlos Rossi Keller 


A igreja nova das coisas velhas

Justamente neste ano do centenário de Fátima, comemoramos também, os dez anos do Motu Proprio Summorum Pontificum. Ao promulgá-lo, o Papa Bento foi como um bom pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas… (Mt. 13,52).


Carmelitas Eremitas | Flos Carmeli, nº 10, fevereiro 2017: Celebramos hoje, irmãos caríssimos, a festa da Purificação de Nossa Senhora, também chamada Festa da Candelária, porque, neste dia, as velas, ou Candeias, são abençoadas para serem sinal da Luz de Cristo que veio ao mundo para iluminar todos os povos! Tomemos nossas velas, porque somos, também, luz do mundo! (Mt. 5,14) Caminhemos sob a luz do nosso Deus! Encontremos hoje a nobre Virgem Mãe, trazendo em seus braços o pequenino Cordeiro Imaculado. Ela acompanha os ritos da antiga lei e pensa no valor do sangue daqueles animais que eram imolados como figura daquele Sangue mais precioso que seria derramado na cruz! Hoje, o Primogênito, o Consagrado por excelência, o Senhor do Templo, entra no Templo. Ninguém notava nada diferente naquele Menino de 40 dias, mas, nEle estava a nossa vida, o nosso futuro, nossa esperança! Pensemos nestes mistérios! Pensemos naquelas singelas pombinhas, pensemos no rito, nos gestos de amor, na densidade de todo o cenário daquele dia… De repente, surgiu o velho Simeão! Justus et timoratus! Profundamente emocionado, ele diz: Nunc dimittis! Agora posso ir em paz! Meus olhos viram! Minhas mãos tocaram! Agora eu vi o Salvador! Ele fora conduzido pelo Espírito Santo até o Templo, tomou o Menino em suas mãos e bendisse a Deus! (Lc. 2,28) De velho, se fez novo porque se deixou conduzir por Deus! A Criança estava nas mãos do velho, mas era a Criança que regia o velho! O que significa essa velhiceIpse ad senem hominem venit, qui mundum inveterátum invénit. Explica Santo Agostinho: Ele veio ao encontro desse homem velho, porque encontrou um mundo envelhecido. A velhice do mundo é a ausência de Deus! Quanto mais se afasta de Deus, mesmo que esteja cheio de coisas novas, o mundo estará envelhecido… Mas, Simeão esperava a “consolação de Israel” (Luc. 2,25), ou seja, a presença dAquele que nasceu para levar todas as coisas à plenitude. (Ef. 3,19) Por saber esperar, ele foi jovem; por desejar o bem, seu coração de velho podia dizer: vou subir ao Deus que alegra a minha juventude! (Sl. 42). Muitos não percebem como o racionalismo moderno tornou a humanidade envelhecida! Cada vez mais, as pessoas estão velhas e parece até que já nascem velhos, porque não se abrem ao Espírito de Deus! Nosso tempo está cheio de novidades, mas, cada vez mais envelhecido! De fato, até a novidade dos homens é velhice e a antiguidade de Deus é juventude! Entretanto, dentro da própria Igreja, há muitos que andam em busca de novidades que conduzem à perdição! (II Tim. 4,3) Cristo veio trazer um vinho novo, que nunca acaba (Jo. 2) Ele faz novas todas as coisas! (Ap. 21,5) e nos renova cada dia, para termos a esperança da vida eterna! Porém, Ele é sempre o mesmo (Heb. 13,8) e o Seu Espírito age na vida da Igreja inspirando e fixando as doutrinas e os ritos segundo a tradição. A propósito, justamente neste ano do centenário de Fátima, comemoramos também, os dez anos do Motu Proprio Summorum Pontificum. Ao promulgá-lo, o Papa Bento foi como um bom pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas… (Mt. 13,52) Como não nos admirar ao vermos tantos testemunhos de sacerdotes que, ao conhecerem a missa antiga, redescobriram o valor do seu ministério!? Como se diz na leitura de hoje: “eles serão para o Senhor sacerdotes que apresentarão as ofertas como convêm. E a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora. (Mal. 3, 4) Infelizmente, a missa tradicional é considerada por muitos como uma “coisa velha” que já deveria ter sido morta e sepultada… Mas, contrariando todas as previsões, seu interesse é cada vez maior, por parte, principalmente de pessoas jovens! E por que? Porque ali temos algo que ultrapassa o humano, o normal, o trivial. Isso é o que torna a “missa antiga” sempre nova e o que faz tantas manifestações dessa liturgia moderna serem velhas desde a sua concepção… Por isso, podemos dizer que a Igreja deve redescobrir suas coisas velhas para ser realmente nova e eterna como Deus!

Via: Sensus Fidei