terça-feira, 4 de julho de 2017

Vaticano fará de tudo para conseguir transferir Charlie Gard para Roma, diz secretário de Estado

O cardeal fez a declaração depois que o hospital onde Charlie está internado recusou a proposta do hospital do Vaticano de transferir o bebê.



O Great Ormond Street Hospital, a instituição de Londres onde o bebê Charlie Gard está internado desde outubro, recusou a proposta do Hospital Pediátrico Bambino Gesù, de Roma, que se dispôs a acolher o bebê em suas instalações. O hospital inglês diz que não pode trasladar o menino por motivos legais. Porém, o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, disse que “a Santa Sé fará o possível para superar os obstáculos legais que não permitem a transferência do pequeno Charlie Gard”.
O Bambino Gesù, que pertence à Santa Sé, se disse pronto para receber Charlie “pelo tempo que lhe resta para viver”, segundo disse a sua presidente, Mariella Enoc. O bebê está no centro de uma polêmica que ganhou repercussão mundial depois que o Judiciário britânico deu aval à decisão do hospital em que ele está internado de não permitir que os seus pais o levem aos Estados Unidos para tentar um tratamento experimental.
“A mãe de Charlie, uma senhora muito determinada, entrou em contato comigo e me pediu que a possibilidade de tratamento para o bebê seja verificada. Nossos médicos estão aprofundando essa possibilidade”, disse Enoc nesta terça-feira (04/07). A oferta do Bambino Gesù foi comunicada ao hospital de Londres pelo embaixador italiano Pasquale Terracciano.
Segundo Enoc, Connie Yates, a mãe de Charlie, é “determinadíssima a combater até o fim”. “Não sei se um tratamento é possível”, disse a presidente do hospital. “Os nossos cientistas vão aprofundar o tema e depois falarão diretamente com a família”.
O próprio médico norte-americano que ofereceu um tratamento experimental à família já admitiu, porém, depois de analisar documentos sobre o estado de saúde de Charlie, que “é muito improvável que ele melhore com essa terapia”. Não se conhece cura para a enfermidade de Charlie e o tratamento que ele propõe ainda não foi testado nem em modelos animais. Além disso, o cérebro do bebê já está por demais comprometido para que ele possa apresentar qualquer melhora significativa.
“Na vida há zonas cinzas. É muito difícil dizer se esse caso é de obstinação terapêutica ou não”, reconheceu Enoc. “Assim, me abstenho de julgar essa zona cinza e faço a única coisa que posso, ou seja, dizer que podemos acolher a família e acompanhá-la, como nos pediu o papa”.
O cardeal Parolin disse que “é importante oferecer toda a acolhida”, para que os cuidados com o menino prossigam. “Se pudermos superar esses problemas, assim faremos”, disse o prelado. O ministro das relações exteriores da Itália, Angelino Alfano, disse ainda que deve conversar amanhã, por telefone, com Boris Johnson, titular do mesmo ministério no Reino Unido.
Com informações de La Repubblica.
Via: Sempre Família 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Francisco sepulta era Bento XVI na Congregação para Doutrina da Fé

Trechos do artigo do historiador Alberto Melloni - tradução Moisés Sbardelotto.

"Desde que a Suprema Congregação da Romana e Universal Inquisição foi fundada em 1542, os 46 titulares deixaram o cargo: ou porque foram feitos papas (quatro vezes, incluindo Ratzinger); ou por nomeação a um cargo mais alto (três casos); ou por idade (três casos); apenas dois foram demitidos (Marescotti em 1716 e Panebianco em 1882) já doentes, e os outros morreram no cargo.


Nunca tinha acontecido que um prefeito que ainda não tinha 70 anos de idade e com saúde recebesse a dispensa no milimétrico prazo do seu período de cinco anos que já é fixado como duração de todo mandato renovável: (Francisco)* [...]fez isso com o estilo recolhido e inflexível de quem não tem um desígnio de poder, mas uma urgência evangélica. 

Os porquês dessa licença não são indecifráveis e encontram confirmação no próprio modo em que surgiu a sensacional notícia. O adeus a Müller teve devia ser tornado público pela Santa Sé nesta segunda-feira: mas, depois de sair da audiência da sexta-feira passada, o purpurado se abriu com alguns amigos de comprovada indiscrição, e, à noite, todos sabiam de tudo".

"Com Ladaria – que conhece muito bem a máquina da Congregação e não poderá ser usado ou enganado por alguns, seja no plano teológico, seja no disciplinar – termina a era Ratzinger do ex-Santo Ofício.

Quando João Paulo II, em 1981, levou a Roma o então arcebispo de Munique, ele queria exatamente um juiz e intérprete capaz de transformar em uma política doutrinal o seu magistério pastoral. Ratzinger se prestou de bom grado a servir de juiz e intérprete dogmático do papa: freou-o quando pensava que ele estava exagerando (Wojtyla queria selar uma encíclica sobre a vida com o crisma da infalibilidade; forneceu-lhe a categoria de magistério “definitivo” para domar as discussões difíceis; emprestou-lhe a sua eclesiologia universalista). 

Assim que se tornou papa, Bento XVI não precisava de ninguém: e chamou Levada e, depois, Müller (do qual se esperava o acordo com os lefebvrianos nunca alcançado), mas não lhe deu a púrpura. Francisco manteve Müller e o criou cardeal: deixando-o livre para outro cargo ao término do primeiro mandato, Francisco disse que o seu ministério não precisa de tutores, porque tem no Evangelho sine glossa o seu aguilhão e a sua medida".

*Acréscimo do Editor
Fonte: www.ihu.unisinos.br

sábado, 1 de julho de 2017

Dom Ladaria, novo Prefeito para a Doutrina da Fé


Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre agradeceu ao Cardeal Gerhard Ludwig Müller ao concluir seu mandato quinquenal de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé – assumido em 2 de julho de 2012 - e de Presidente da Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei”, da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional.
Para sucedê-lo, o Pontífice chamou o jesuíta espanhol Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer, Arcebispo titular de Tibica, até agora Secretário da mesma Congregação.
O novo Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé nasceu em 19 de abril de 1944, em Majorca.
Atualmente era Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé e membro ativo da Comissão Teológica Internacional, além de docente de Escatologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, onde reside.
Formado em Direito na Universidade de Madrid (1961-66), Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer entrou na Companhia de Jesus em 17 de outubro de 1966, tendo então sido enviado a estudar Filosofia na Pontifícia Universidade de Comillas, em Madrid (1967-1969).
A etapa sucessiva foi cumrpida na Philosophisch-theologische Hochschule Sankt Georgen, em Frankfurt (1968-73), onde obteve o Diploma em Teologia. Foi ordenado sacerdote em 29 de julho de 1973.
Em 1975 obteve o Doutorado em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, com uma dissertação sobre o  tema “O Espírito Santo em Santo Hilário de Poitiers.
Foi Professor de História dos Dogmas na Pontifícia Universidade de Collimas. Em 1984 foi chamado para ser Professor Ordinário de Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Gregoriana. De 1986 a 1992 foi Vice-Reitor da mesma Universidade.
Membro da Comissão Teológica Internacional em 1992, em 3 de março João Paulo II o nomeou Secretário Geral do organismo, cargo mantido até 22 de abril de 2009.
Desde 1995 é consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, para a qual Bento XVI o nomeou Secretário em 9 de julho de 2008.
Ordenado Bispo pelo Cardeal Tarcisio Bertone, teve por co-consagrantes os Bispos William Joseph Levada e Vincenzo Paglia. Bento XVI lhe designou a sede titular de Tibica.
Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer faz parte da Comissão da santa Sé para o diálogo com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, criada em 26 de outubro de 2009, junto com Dom Charles Morerod, Monsenhor Fernando Ocariz – atual Prelado do Opus Dei e Padre Karl Josef Becker, jesuíta, consultor da Congregação para a Doutrina da Fé. (JE)

Via: Rádio Vaticano

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Muller demitido da Congregação para a Doutrina da Fé?

Adiós, amigo.

Por FratresInUnum.com – Segundo Corrispondenza Romana, o Papa Francisco teria demitido hoje o Cardeal Gerhard Ludwig Müller, até então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ao término de seu mandato de 5 anos — para chefia de dicastérios, tal mandato é apenas “pro forma”, pois são quase sempre renovados.
Müller se destacou recentemente por criticar os “intérpretes” mais heterodoxos de Amoris Laetitia, sempre buscando apresentar uma leitura do documento à luz do magistério precedente.
O mínimo pudor que o Papa Francisco tinha  em relação aos “remanescentes” mais próximos de Bento XVI parece, definitivamente, ser coisa do passado.
Via: Fratres In Unum 

Encerramento do seminário maior de Ciudad Del Este


Fortes são os boatos, de que hoje 30 de junho de 2017, ficará marcado na história como o triste dia em que acontecerá a destruição total da obra do nosso querido Bispo Monsenhor Rogelio Livieres. De acordo com estes rumores, hoje se instalam em diferentes paróquias, os poucos seminaristas que restavam, do então seminário criado pelo Monsenhor Livieres.
Para quem não sabe, o Monsenhor Livieres foi Bispo de Cidade do Leste no Paraguai e instaurou uma verdadeira potência vocacional com o apoio expresso de Bento XVI, aquela diocese chegou a ter mais de 200 seminaristas e inúmeras ordens e congregações cheias de vocações, devido a sua guerra contra a Teologia da Libertação foi ilegalmente destituído do cargo pelo Papa Francisco (ato que não tem respaldo no direito canônico),  e acabou morrendo pouto tempo depois com o título inédito de ex-Bispo. 

Informações com o Apostolado de Mons. Rogelio Livieres no Paraguai. 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Vergonhosa nota do Vaticano sobre o caso do Bebê condenado a morte



Charlie é um Bebê britânico de apenas 9 meses que nasceu com uma doença rara e que após longas batalhas judiciais teve sua sentença de morte decretada. Os pais de Charlie desesperados sem ter a quem mais recorrer enviaram um filial pedido ao Vaticano para  que ajudassem a manter a Criança viva, a resposta da Pontifícia Academia para Vida foi lamentável, uma verdadeira apologia a eutanásia, na carta assinada pelo seu prefeito o Arcebispo Vincenzo Paglia praticamente diz para os pais aceitarem a sentença. O interessante é que o Arcebispo é um progressista conhecido e foi responsável pela profanação na Catedral da Diocese de Terni-Narni-Amelia onde ele ordenou a pintura de cenas homoeróticas. 

Confira a nota abaixo: 

"O caso do bebê, Charlie Gard e seus pais, significou tanto dor como esperança para todos nós. Nos sentimos perto dele, a sua mãe, seu pai e todos aqueles que o cuidaram e lutaram juntos com ele até agora. Para eles, e para aqueles que são chamados a decidir o seu futuro, elevamos ao Senhor da Vida nossas orações, sabendo que "no Senhor, nosso trabalho não será em vão" (ICor 15,58)

A Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales, emitiu hoje uma declaração que reconhece acima de tudo a complexidade da situação, a dor dos pais e os esforços de tantos para determinar o que é melhor para Charlie. A declaração dos Bispos também reafirma que 'nunca devemos agir com a intenção deliberada de acabar com uma vida humana, incluindo a remoção de nutrição e hidratação, para que a morte seja alcançada', mas que 'nós, às vezes, devemos reconhecer as limitações do que pode ser feito, enquanto atuam sempre humanamente ao serviço da pessoa doente até o momento de sua morte natural'.

A questão adequada a ser levantada neste e em qualquer outro caso infelizmente é semelhante a esta: quais são os melhores interesses do paciente? Devemos fazer o que promove a saúde do paciente, mas devemos aceitar os limites da medicina e, como indicado no parágrafo 65 da Encíclica Evangelium Vitae, 'evite procedimentos médicos agressivos que sejam desproporcionais em relação aos resultados esperados ou excessivamente onerosos para o paciente ou família. Do mesmo modo, os desejos dos pais devem ser ouvidos e respeitados, mas também devem ser ajudados a entender a dificuldade única de sua situação e não devem ser responsabilizados apenas por suas decisões. Se a relação entre o médico e o paciente - ou os pais, no caso do Charlie - é interferida, tudo se torna mais difícil e a ação legal se torna um último recurso.

Caro Charlie, queridos pais Chris Gard e Connie Yates, estamos rezando por você e com você.

+Vincenzo Paglia - Presidente

Cidade do Vaticano, 28 de junho de 2017" [1]

Que Deus possa cuidar e dar conforto a toda família!


Fontes: 

[1] http://www.academiavita.org/_articles/2019945661comunication_case_charlie_gard.php

[2] Escolástica da Depressão

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Versus Deum no Seminário da Diocese de Frederico Westphalen.

Santa Missa na forma Ordinária do Rito Romano com o uso da orientação Versus Deum, no Seminário Maior da Diocese de Frederico Westphalen(RS), na Solenidade do Coração de Jesus, presidida pelo Pe. Victor Sequeiro, diretor espiritual geral do Seminário. O Bispo da referida Diocese é Dom Antônio Carlos Rossi Keller, epíscopo muito conhecido nas mídias sociais. 


Informações do Facebook de Dom Keller

terça-feira, 27 de junho de 2017

Papa não pode fazer o que quiser alertava Bento XVI enquanto Cardeal

Cardeal Raztinger explica que o Papa não pode fazer tudo o que quer



O Papa não pode fazer tudo o que quer. Não é um monarca absoluto, como por vezes aconteceu com alguns Reis. É completamente o oposto: ele é o garante da obediência. Ele é o garante do facto de que não seguimos a sua opinião ou a de qualquer outra pessoa, mas professamos a Fé de sempre da Igreja que ele, "oportuna e inoportunamente", defende contra as opiniões do momento. 

O Senhor nos assegurou, e dois mil anos de história da Igreja o demonstram, que Ele cumpre estas promessas até mesmo com Papas maus e inadequados; que a Palavra de Deus será justamente explicada e assim será preservada a Fé, que não é  uma mera opinião mas um dom de Deus.

Cardeal Joseph Ratzinger, homilia no dia 22 de Agosto de 1999 na 'St. Johannes Kirche'

Via: Senza Pagare 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Bispo Argentino dá comunhão a 30 casais de divorciados recasados

Tradução. Bruno Braga / Publicação do Site Obra Missionária 

Em 14 meses desde a publicação da Exortação Apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia, inúmeros pixels foram espalhados, discutindo-a, dissecando-a, quebrando-a e lamentando seu claro intento heterodoxo.
Vimos suas disposições ambíguas permitindo a Sagrada Comunhão para os divorciados e “recasados” implementadas de forma mais concreta nas Filipinas, na Argentina, em Malta, na Bélgica, na Alemanha e até em Roma. Foram os Bispos argentinos da região de Buenos Aires que de fato trouxeram à luz a interpretação pessoal do Papa para a Exortação, quando Francisco confirmou com uma carta a permissão aos Sacramentos que eles haviam dado aos “recasados”, declarando: “O documento é muito bom e explica completamente o significado do capítulo VIII da Amoris Laetitia. Não há outras interpretações” [1].
Parece que um Bispo da Argentina – elevado ao episcopado em 2013 pelo próprio Francisco – decidiu assumir completamente esta interpretação [2], que o Papa insiste ser a única:
“No domingo passado, na Paróquia de São Roque, Reconquista, Santa Fé (Argentina), o Bispo local, Mons. Macín, nomeado pelo Papa Francisco em 2013, realizou um monumental escândalo sacrílego, que mostra claramente o que está por trás da Amoris Laetitia.
“Ele organizou uma Missa solene nessa igreja, na qual anunciou publicamente que, de acordo com as normas enviadas pelo Papa Francisco em uma carta, há 6 meses, e no âmbito da integração dos cristãos que estão ‘marginalizados’ por causa da situação irregular de serem divorciados e recasados, ou em situação irregular (o divorciado em uma nova união), depois de completar um período de 6 meses de encontros aos sábados, chamado ‘Caminho de discernimento’, foi determinado conforme o que por ordem do Papa Francisco foi previamente declarado, INCLUÍ-LOS EM COMPLETA COMUNHÃO SACRAMENTAL, o que aconteceria na cerimônia. Em nenhum momento se fez menção de que essas pessoas realizaram um voto de castidade ou de que viveriam como ‘irmãos e irmãs’.
“Do mesmo modo, a Comunhão foi dada a todos aqueles mencionados (cerca de 30 casais), acompanhados de seus parentes, que tiraram fotos em uma atmosfera festiva. Em nenhum momento se fez referência às Escrituras, que condenam o adultério, e foram repetidamente citados trechos da Amoris Laetitia em que se diz que os divorciados e recasados devem ser incluídos em comunhão completa”.
Senhoras e senhores, chegamos à última estação. É a implementação total da Amoris Laetitia, e não demorou muito para chegar até aqui.
Se o Papa pretende fazer uma correção de curso, retornar e dizer que não era isso o que ele realmente pretendia, esta é a hora, e este é o caso. Se ele não faz nada – e todos nós podemos razoavelmente concluir que ele não fará -, coloca para sempre um fim no debate sobre se é exatamente o que ele queria fazer com a Amoris Laetitia.

NOTAS.
Via: http://www.obramissionaria.com.br/amoris-laetitia-totalmente-implementada/
Imagens: https://rorate-caeli.blogspot.com/2017/06/breaking-argentina-bishop-organizes.html