quinta-feira, 4 de maio de 2017

Trump anistia Freiras Católicas perseguidas por Obama


Hoje, Dia Nacional da Oração (National Day of Prayer), o Presidente Donald Trump chamou ao palco principal, para uma saudação especial, as freiras da Congregação Little Sisters of the Poor.
Você sabe quem elas são?
As Little Sisters of the Poor foram algumas das principais vítimas da perseguição religiosa promovida pelo governo de Barack Obama. Quando o Obamacare, a lei de saúde pública do presidente democrata, obrigou todas as instituições de saúde e hospitais a fornecerem contraceptivos, inclusive esterilização e pílulas abortivas, as religiosas resistiram ao governo, afirmando que estas práticas ofendiam a religião católica e violavam sua consciência.
Como Obama nunca respeitou a consciência de ninguém, bom aspirante de Lênin que é, partiu para o ataque violento contra as Little Sisters of the Poor, o que acabou gerando uma enorme batalha judicial, que foi parar na Suprema Corte. Obama utilizou até mesmo a Receita Federal americana para perseguir as freirinhas!
Donald Trump assinou hoje uma Executive Order para garantir a liberdade religiosa das Little Sisters of the Poor e outras entidades, excetuando-lhas da obrigação de fornecer contraceptivos e abortivos, como queria Obama. Trump também determinou que o governo federal desista de todas as batalhas judiciais contra as freiras.
A presença das Little Sister of the Poor no palco principal é um ato de justiça do Presidente Trump, mas também um exorcismo do espírito totalitário que invadiu a Casa Branca por oito anos.
Sim, estamos diante de um grande Presidente.

Informação e Texto originais extraídos do Facebook do comentarista politico  e jurista Taiguara Fernandes

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Atentado terrorista na Avenida Paulista

Na noite de ontem durante protesto contra a Lei de Migração organizado por movimentos patriotas, houve um atentado terrorista, praticado por imigrantes árabes, segundo noticiou a Folha.Uol foi preso Hasan Zarif, líder do movimento Palestina para Todos e Nur por jogar bombas contra os manifestantes, tudo isso aconteceu em plena avenida paulista o coração do país. O Instituto Bento XVI repudia qualquer ato de violência contra cidadãos brasileiros e manifesta seu apoio ao movimento pelo veto da Lei de imigração, a Europa já sofre hoje com os danos causados pelas fronteiras abertas e por uma política globalista, ainda dá tempo de livrarmos nossa nação desta desgraça. 



terça-feira, 2 de maio de 2017

Cardeal Sarah: A Igreja está sob risco de cisma

Por LifeSiteNews, Nova York, 24 de abril de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com
 O Cardeal Robert Sarah advertiu que a unidade da Igreja está sendo ameaçada por líderes influentes que, de dentro dela, “insistem” na ideia de que igrejas nacionais têm a “capacidade de decidir por si mesmas”  sobre questões morais e doutrinais.
“Sem uma fé comum, a Igreja é ameaçada pela confusão e então, progressivamente, pode acabar deslizando para a dispersão e o cisma”, disse ele.
“Hoje existe um sério risco de fragmentação da Igreja, de se dividir o Corpo Místico de Cristo ao insistir na identidade nacional das igrejas e, portanto, na sua capacidade de decidir por si mesmas, sobretudo no domínio tão crucial da doutrina e da moral”, acrescentou.
Católicos professam todos os domingos no Credo Niceno que a Igreja é “Una, Santa, Católica e Apostólica.” Estas são as quatro “marcas” assim chamadas da una e verdadeira Igreja.
Sarah, que vem de Guiné, fez os comentários quando foi perguntado em uma entrevista, no dia 18 de abril, pela organização “Ajuda à Igreja que Sofre” sobre a relação entre a “Igreja Africana” e a “Igreja Universal”.
O cardeal, que é o Prefeito da Congregação para o Culto Divino, afirmou que, estritamente falando, não existe tal realidade como  “Igreja Africana.”
“A Igreja Universal não é uma espécie de federação de igrejas locais”, disse. “A Igreja Universal está simbolizada e representada pela Igreja de Roma, com o Papa como sua cabeça, o sucessor de São Pedro e o chefe do colégio Apostólico, portanto, é ela que deu à luz a todas as igrejas locais e é ela que as sustenta na unidade da fé e do amor”.
Os comentários de Sarah serão vistos por alguns como uma oposição ao impulso que o Papa Francisco está dando às conferências episcopais de cada país, garantindo-lhes mais poder, até mesmo para resolver disputas doutrinais e morais.
Em sua exortação Evangelii Gaudium de 2013, o Papa Francisco pediu uma “conversão do papado”, que iria ajudá-lo  no “exercício” do ministério petrino.  Ele criticou no mesmo documento  a “centralização excessiva” do poder no ofício de Pedro, sugerindo que as conferências episcopais devem ser “empoderadas” com “autoridade doutrinária genuína.”
Francisco também escreveu sobre uma Igreja descentralizada em sua Exortação Amoris Laetitia de 2016: “Gostaria de deixar claro que nem todas as discussões sobre assuntos doutrinais, pastorais e  morais precisam ser resolvidas por intervenções do Magistério… Cada país ou região,  além disso, podem procurar soluções mais adequadas à sua cultura e sensíveis às suas tradições e as necessidades locais. “
Segundo o Arcebispo Stanislaw Gadecki, presidente da Conferência dos bispos da Polônia, o papa disse aos bispos poloneses no ano passado, que uma Igreja descentralizada seria capaz de interpretar encíclicas papais e resolver questões controversas, como dar a comunhão aos católicos divorciados e recasados civilmente.
Na entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre, o Cardeal Sarah disse que a Igreja só vai crescer em todo o mundo se estiver unida pela “nossa fé em comum e nossa fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho, em união com o Papa.”
“Como o Papa Bento XVI nos diz: ‘É claro que a Igreja não cresce ao tornar-se individualizada, separando-se a nível nacional, encerrando-se fora do contexto ou dentro de um contexto culturalmente específico, ou se outorgando um papel inteiramente cultural ou nacional. Em vez disso, a Igreja precisa ter unidade de fé, unidade de doutrina, unidade de ensino moral. Ela precisa do primado do Papa e de sua missão de confirmar na fé seus irmãos”, disse ele.
Mais adiante na entrevista, Sarah disse que a Igreja estaria “gravemente equivocada” se pensasse que questões de justiça social como a luta contra a pobreza e ajudar os migrantes são sua verdadeira missão.
“A Igreja está gravemente equivocada quanto à natureza da crise real, se ela acha que sua missão essencial é oferecer soluções para todos os problemas políticos relacionados com a justiça, a paz, a pobreza, a recepção de migrantes, etc… enquanto negligencia a Evangelização”, disse.
O cardeal disse que enquanto a Igreja “não conseguir dissociar-se dos problemas humanos”, ela acabará por “falhar em sua missão”, se ela se esquecer de seu verdadeiro propósito. Sarah, em seguida, baseou-se em Yahya Pallavicini, uma ex-católica italiana que se converteu ao Islã, para conduzir seu argumento: "Se a Igreja, com a obsessão que tem hoje com os valores da justiça, dos direitos sociais e da luta contra a pobreza, acabar, como resultado, por esquecer sua alma contemplativa, ela irá falhar em sua missão e será abandonada por muitos de seus fiéis, devido ao fato de que eles não mais reconhecerão nela o que constitui sua missão específica."
Via: Fratres In Unum 

sábado, 29 de abril de 2017

O fracasso da Greve Geral e o colapso da CNBB


"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem" João 10, 27

A Greve Geral organizada pelos movimentos sindicais e com o apoio da CNBB não passou de um grande fracasso, segundo os dados da Policia Militar não conseguiu reunir nem 100 mil pessoas em todo o país, número insignificante diante dos milhões que foram as ruas pelo impedimento da ex-presidente Dilma em um passado recente. O protesto de ontem se resumiu a atos de guerrilha com pneus queimados, patrimônio (Público e Privado) depredados e sem apoio nenhum da população de bem da nação brasileira. 

Mesmo com todo o apoio da CNBB os fieis Católicos não aderiram em massa ao movimento, e a convocação religiosa se resumiu ao grito de poucos religiosos que envergonham os Santos da Igreja ao colocar o santo hábito religioso para um movimento ideológico, mas que ao termino o retira para colocar as vestes da mundanidade. Os fieis não seguiram a orientação dos Bispos, porque conhecem a voz do Bom Pastor que é o próprio Cristo Jesus. 

A Igreja Santa, Pura e irrepreensível aos olhos de Deus resistirá a todas essas chagas e ressurgirá vitoriosa no horizonte do Cruzeiro do Sul. Ela que é Santa, Católica, Apostólica e Romana. Roguemos para que Deus mande pastores segundo o seu coração para a terra de Santa Cruz e não mercenários. 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Nota: Sobre o apoio dos Bispos a Greve Geral

(Imagem meramente representativa da CNBB)

Muitos Bispos Católicos estão se manifestando a favor da Greve Geral marcada para o dia de amanhã (28), mas o que poucas pessoas sabem é tal movimento que se diz contra a reforma da previdência e a reforma trabalhista é orquestrada pelos movimentos de esquerda, os mesmos que até pouco tempo atrás saqueavam a Nação. Estes mesmos Bispos ficaram calados durante o saqueamento que a Nação passou durante mais de década de Governo populista, durante a aprovação do aborto no STF de maneira inconstitucional (Fizeram uma simples nota), durante a aprovação também de maneira inconstitucional da união civil homossexual; mas agora de maneira prodigiosa despertam do sono. É vergonhoso para os Católicos verem seus pastores sendo guiados por motivos partidários e não pelos ensinamentos dos Evangelhos.  

Não se trata de ser a favor das reformas em sua forma atual, mas sim questão de coerência, pois estes movimentos são contra a Lava-Jato e não tem o sentimento nacional de Pátria, o maior objetivo é a propaganda política do ex-presidente Lula. Muito nos entristece saber que Bispos sucessores dos Apóstolos, revestidos da plenitude do Sacerdócio de Cristo convoquem os fieis a participarem de tais atos, porém deve ser ressaltado que esta não é uma posição oficial da Igreja Católica, mas sim pessoal de alguns Bispos e da CNBB.

Em relação as reformas o Instituto Bento XVI declara que elas devem ser feitas, todavia não aceitamos a forma que o atual governo (Que foi aliado do PT durante mais de uma década) o faz. É impossível manter a previdência nos atuais moldes, acreditamos que seja necessário uma revisão urgente dos super-salários e um rigor maior  na concessão de certos benefícios temporários. Defendemos o fim do imposto sindical, maior flexibilidade na relação empregado-empregador com enfase em mudanças drásticas na CLT (Adequando-se ao exemplo Norte-Americano) redução de impostos sobre as empresas, diminuição da interferência do estado na economia, privatização dos Correios e a quebra de seu monopólio. Estas reivindicações se feitas com o verdadeiro sentimento patriótico, sobre o brilho das cores nacionais e não sobre a desgraça vermelha, serão motivos de progresso e glória para o Brasil. 

Pedimos a Nossa Senhora Aparecida que abençoe a Nação Brasileira e que dê discernimento ao Episcopado para que se guie pela luz da Verdade e não pela via ideológica da esquerda. 

sexta-feira, 21 de abril de 2017

IBP: Semana Santa no Rito Tradicional em 5 Capitais Brasileiras

Nunca se teve tantas Missas Tridentinas no Brasil desde a Reforma Litúrgica de 60 como agora, além dos Neo-sacerdotes das Dioceses que frenquentemente aderem a Liturgia de Pio V, devido as vocações Brasileiras do Instituto do Bom Pastor foi possível pela primeira vez que a Semana Santa fosse celebrada segundo a Forma Tradicional do Rito Romano em 5 Capitais diferentes neste ano de 2017. São Paulo, Curitiba, Brasilia, Recife e Belém tiveram essa graça, com a grande participação dos fieis que em sua grande maioria são jovens, mostrando a força da tradição ao atrair as novas gerações. 

Recife - Padre José Luiz Zucchi, IBP.



Curitiba: Padre Renato Coelho, IBP. 

São Paulo: Padre Luiz Fernando Pasquotto, IBP.


 Belém: Padre Tomás Parra, IBP. 

 Brasília: Padre Thiago Bonifácio e Daniel Pinheiro, IBP.

Via: Meios de comunicação do IBP - Brasil 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Santa Sé permite Missa Tridentina dedicada ao Imaculado Coração de Maria no Centenário de Fátima

Mais uma boa notícia vinda de Roma: a Comissão Pontifícia Ecclesia Dei publicou hoje um decreto com o qual se permite que, no próximo dia 13 de Maio, os sacerdotes que celebram o Rito Romano Antigo (vulgo Missa Tridentina) celebrem uma Missa votiva de II classe. Deverão, para esse propósito, usar os textos e as orações da Missa votiva do Imaculado Coração de Maria, que, no calendário antigo, se celebra no dia 22 de Agosto.

No texto, escrito em latim, justifica-se esta concessão pela comemoração dos 100 anos das aparições de Nossa Senhora de Fátima.

OBS: O indulto tem valor apenas neste ano de 2017, a não ser que posteriormente a Memória de Nossa Senhora do Rosário de Fátima seja incorporada ao Missal Antigo pela Santa Sé. 


Via: Senza Pagare

terça-feira, 4 de abril de 2017

Papa concede a FSSPX a faculdade de celebrar matrimônios

Tradução: Instituto Bento XVI - Todos os direitos reservados

No ano passado a Santa Sé já havia concedido a permissão para a celebração canonicamente regular dos sacramentos da Ordem e da Confissão, e desta vez concede por vontade do Santo Padre, o Papa Francisco a faculdade para a celebração do Sacramento do Matrimônio. (Adição do editor)
O Cardeal Muller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, junto com o secretário Mons. Guido Pozzo tornou pública uma carta dirigida aos bispos e cardeais que contém a decisão do Papa Francisco de conceder a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, fundada por Mons. Lefebvre as faculdades necessárias(...) para celebrar matrimônios com regularidade canônica, as quais até agora eram celebradas reconhecendo o direito de necessidade. 
Sem dúvida é um novo passo para a clara e completa regularização que parece estar realizando-se por etapas.
Abaixo o texto Original publicado pela Santa Sé: 
CARTA DE LA PONTIFICIA COMISIÓN «ECCLESIA DEI»
A LOS PRELADOS DE LAS CONFERENCIAS EPISCOPALES INTERESADAS
ACERCA DE LA LICENCIA
PARA LA CELEBRACIÓN DE LOS MATRIMONIOS
DE LOS FIELES DE LA FRATERNIDAD DE SAN PÍO X
Eminencia:
Excelencia Rev.ma:
Como Vd. sabe, desde hace algún tiempo se están realizando encuentros e iniciativas para conseguir la plena comunión con la Iglesia de la Fraternidad Sacerdotal San Pío X. En concreto, recientemente el Santo Padre ha decidido conceder a todos los sacerdotes del mencionado Instituto las facultades para confesar válidamente (cf. Carta Apostólica Misericordia et misera, n. 12), asegurando la posibilidad de que la absolución sacramental de los pecados por ellos administrada sea recibida válida y lícitamente.
En la misma línea pastoral, que pretende tranquilizar la conciencia de los fieles –no obstante, que la situación canónica de la Fraternidad S. Pío X continúa siendo, por ahora, objetivamente  ilegítima– el Santo Padre, a propuesta de la Congregación para la Doctrina de la Fe y de la Comisión Ecclesia Dei, ha decidido autorizar a los Reverendísimos Ordinarios a que concedan las licencias para asistir a los matrimonios de fieles que siguen la actividad pastoral de la Fraternidad, según las siguientes indicaciones.
Siempre que sea posible, el Obispo delegará a un sacerdote de la Diócesis para asistir a los matrimonios (o bien, a un sacerdote de otra circunscripción eclesiástica con las debidas licencias) recibiendo el consentimiento de los cónyuges durante la celebración del matrimonio que en la liturgia del Vetus Ordo se realiza al inicio de la Santa Misa. Ésta la celebra, después, un sacerdote de la Fraternidad.
Allí donde ello no sea posible o no haya sacerdotes de la Diócesis que puedan recibir el consentimiento de las partes, el Ordinario puede conceder directamente las facultades necesarias a un sacerdote de la Fraternidad que celebrará también la Santa Misa, advirtiéndole de la obligación de hacer llegar cuanto antes a la Curia diocesana la documentación del matrimonio celebrado.
A los Prelados de las Conferencias Episcopales interesadas
Este Dicasterio confía en Su colaboración con la convicción de que con estas indicaciones no sólo se podrán remover los escrúpulos de conciencia de algunos fieles unidos a la FSSPX y la falta de certeza sobre la validez del sacramento de matrimonio, sino que al mismo tiempo, se avanzará hacia la plena regularización institucional.
El Sumo Pontífice Francisco, el 24 de marzo de 2017, en la audiencia concedida al Cardinal Presidente, ha aprobado la presente Carta y ha ordenado su publicación.
Dada en Roma, en la Sede de la Congregación para la Doctrina de la Fe,  27 de marzo de 2017.
Gerhard Card. Müller

Presidente
Guido Pozzo

+ Arzobispo tit. de Bagnoregio
Secretario

Via: Adelante la Fé

sexta-feira, 31 de março de 2017

Dom Keller: Nota Pastoral sobre a questão do aborto


Amados irmãos da Diocese de Frederico Westphalen e pessoas de boa vontade.
Frente a novas tentativas da implantação de leis que, de certa forma, tornam mais flexíveis e ampliadas as possibilidades da realização de abortos em nosso país, como bispo desta Diocese não posso calar-me.
É preciso recordar, agora com maior claridade, que o juízo da Igreja Católica em relação ao aborto querido, buscado e realizado não foi modificado. O beato Papa Paulo VI, na Encíclica Humanae Vitaeafirma: “Em conformidade com estes pontos essenciais da visão humana e cristã do matrimônio, devemos, uma vez mais, declarar que é absolutamente de excluir, como via legítima para a regulação dos nascimentos, a interrupção direta do processo generativo já iniciado, e, sobretudo, o aborto querido diretamente e procurado, mesmo por razões terapêuticas” (n. 14).
Tal juízo, fundado na lei natural e na Sagrada Escritura, é transmitido pela Tradição cristã e ensinado de forma unânime pelo Magistério da Igreja.
Ainda mais, tal consciência da Igreja, em relação ao aborto tem se enriquecido no decorrer do tempo com diversos aprofundamentos doutrinais, que jamais contradizem os ensinamentos anteriores.
Na Carta Apostólica “Misericordia et Misera”, de 20 de novembro de 2016, o Santo Padre, o Papa Francisco, escreve:
“Concedo a partir de agora a todos os sacerdotes, em virtude do seu ministério, a faculdade de absolver a todas as pessoas que incorreram no pecado do aborto. Aquilo que eu concedera de forma limitada ao período jubilar fica agora alargado no tempo, não obstante qualquer disposição em contrário. Quero reiterar com todas as minhas forças que o aborto é um grave pecado, porque põe fim a uma vida inocente.”
Ou seja, ampliando misericordiosamente as faculdades para o perdão do grave pecado do aborto, o Santo Padre não deixa de reafirmar a gravidade de tal pecado.
Todo o Magistério recente da Igreja, a partir da Declaração sobre o aborto provocado, da Congregação para a Doutrina da Fé (1974) tem se pronunciado de forma clara e inequívoca sobre a gravidade do aborto. O assim chamado “delito abominável” (Gaudium et spes, n.51) assume hoje, na cultura do início do século XXI uma perda da consciência de sua gravidade. A aceitação do aborto na mentalidade, nos costumes e principalmente, na legislação permissiva é um sinal eloquente de uma grave crise de sentido moral, que faz dos nossos tempos um período obscuro da história humana, onde predomina a incapacidade de distinguir entre o bem e o mal, mesmo quando o que está em jogo é o direito fundamental e elementar da vida, da existência (Evangelium Vitae, n.58).
Assim, não impressiona que os interventos do Magistério da Igreja apontem as consequências da chaga que é o aborto, para a vida social de uma nação. Tais interventos vão sempre na linha da reafirmação do mal objetivo do aborto, bem como da gravidade do pecado para quem o comete, para quem auxilia na sua realização e para quem com ele coopera.
É preciso dizer as coisas com clareza: o aborto nada mais é do que o homicídio voluntário de um inocente. E quem nele participa incorre na excomunhão latae sententiae, que significa que a própria pessoa se coloca em um estado de separação grave da comunhão eclesial, ainda que seja necessário avaliar o grau individual de responsabilidade.
Tal posicionamento severo do Magistério da Igreja, em relação ao aborto, não é uma contradição à sua pregação de misericórdia e perdão. A razão pela qual a Igreja considera excluído dela a quem realiza, sustem ou apoia o aborto está em coerência com seu ensinamento moral. Não se pode jamais esquecer que a comunhão com a Igreja não é um simples ato de formalidade, de condivisão de um momento agradável com os irmãos na fé ou uma festiva recordação da Paixão do Senhor. Na comunhão eclesial, que tem seu maior sinal na Celebração da Eucaristia e na comunhão com o Corpo e o Sangue do Senhor, está o Mistério no qual se encontra a presença real do Senhor, que é antes de tudo o Senhor da vida. “Na Eucaristia é renovado o sacrifício de Sua vida, que nela (na Eucaristia) está presente. Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, nós anunciamos a morte do Senhor até que Ele venha, como nos diz São Paulo.” (Bento XVI, na Homilia de abertura da XI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos).
Assim, vale a pena recordar que para todos, inclusive para os políticos que apoiam e sustentam tão iníqua desobediência à Lei de Deus, votando favoravelmente leis que ampliam permissividades em relação à realização do aborto, também se aplicam as graves palavras do Apóstolo São Paulo na 1ª Carta aos Coríntios: “Aquele que come o pão ou bebe o cálice do Senhor indignamente... come e bebe a sua condenação” (1º Coríntios 11,27.29).
Confiemos nossa Pátria, tão duramente provada nos últimos tempos, à materna intercessão de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, cujos 300 anos do encontro de sua milagrosa imagem celebramos neste ano. Que ela interceda como Mãe junto de Deus, para livrar o Brasil desta praga que é o aborto.
Frederico Westphalen, 31 de março de 2017.
+ Antonio Carlos Rossi Keller
Bispo de Frederico Westphalen

Via: Imprensa oficial da Diocese